por Tati Moraes
Eu sei que fui eu quem te pediu para vir, preencher este lugar que é seu, aqui no meu peito e eu sinto vazio. Fui eu mesma que chamei, para você não me deixa sentir saudades de pessoas que não tem nada a ver com a gente.
E você veio. Foi um sonho tão real que acordei com mais saudades do que sentia quando deitei para dormir, sempre, pensando em você. Repetitivo, eu te procurava, procurava e tinha que ir atrás de você, te babar.
Lá estava, com sua cara linda e louca, num quarto, bagunçado, até me lembrou o seu. Com aquele olhar de: pronto, aqui estou. E eu, com ar de cansada, enlouquecida por aquela busca. Por isso mesmo tudo me pareceu tão real.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Próximo
por Tati Moraes
Exagerada, eu? Não, sem drama. Eu sei que você não é igual aos outros, posso imaginar, me perdoa a comparação. É que prefiro não me magoar mais uma vez. E eu já acreditei em tanta coisa que não era para acreditar. Desacreditei quando era para ter apostado todas as minhas fichas. Agora...
Não, claro que você não tem culpa. Desculpa, eu. Mas, é que eu não sou só legal. Saio do eixo de vez em quando. São muitas vezes por semana, tudo bem? Mas toda mulher sai. E ninguém é só legal. Tá rindo...
Eu vou te pedir. Aqui, deitada sobre seu peito, aproveitando esse clima bom: Não me prometa nada. Nem diga que vai fazer alguma coisa, que na verdade, nem tinha passado pela sua cabeça até você vir para me ver. Entendo que eu não fazia parte dos seus planos, imprevistos acontecem.
Exagerada, eu? Não, sem drama. Eu sei que você não é igual aos outros, posso imaginar, me perdoa a comparação. É que prefiro não me magoar mais uma vez. E eu já acreditei em tanta coisa que não era para acreditar. Desacreditei quando era para ter apostado todas as minhas fichas. Agora...
Não, claro que você não tem culpa. Desculpa, eu. Mas, é que eu não sou só legal. Saio do eixo de vez em quando. São muitas vezes por semana, tudo bem? Mas toda mulher sai. E ninguém é só legal. Tá rindo...
Conto os minutos, de um tempo que não passa, para você ter nome. Ter cheiro, tamanho e corte de cabelo. Ou falta de corte. E ter um colo bem grande para eu caber inteira. Está chegando? Ainda preciso tomar um banho, mas fico pronta rapidinho.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Carochinha
por Tati Moraes
É um conto, faltou a fada. Sabe quando conselhos insistentes dizem que nada cai do céu e que a felicidade não vem bater à sua porta? Pois bem, ele veio, chamou pelo interfone. Ah, o destino...
Tinha altura de príncipe - logo reparei - e nome de anjo. Carinhoso, daqueles que só pára de beijá-la para dizer como é lindo seu o seu olhar. Desses que te cuida, adepto das mensagem de bom dia. Sorri para tudo que você faz. Café da manhã juntos no dia dos namorados.
Você não sabe exatamente porque ele entrou na sua vida, mas te fez forte, segura e sincera. Quem sabe corajosa de uma vez por todas. Você se joga, livre, serena e feliz.
E ele, some. Puf! Deve ter tido que voltar às pressas para a nuvem de onde caiu. E lá celular não pega. Deve ser por isso o “número inexistente”. Aposto, não fosse isso, ele ligava. Tão igual aos outros. E você chegou a pensar que esse, ah, finalmente, é diferente... Tolinha.
É um conto, faltou a fada. Sabe quando conselhos insistentes dizem que nada cai do céu e que a felicidade não vem bater à sua porta? Pois bem, ele veio, chamou pelo interfone. Ah, o destino...
Tinha altura de príncipe - logo reparei - e nome de anjo. Carinhoso, daqueles que só pára de beijá-la para dizer como é lindo seu o seu olhar. Desses que te cuida, adepto das mensagem de bom dia. Sorri para tudo que você faz. Café da manhã juntos no dia dos namorados.
Você não sabe exatamente porque ele entrou na sua vida, mas te fez forte, segura e sincera. Quem sabe corajosa de uma vez por todas. Você se joga, livre, serena e feliz.
E ele, some. Puf! Deve ter tido que voltar às pressas para a nuvem de onde caiu. E lá celular não pega. Deve ser por isso o “número inexistente”. Aposto, não fosse isso, ele ligava. Tão igual aos outros. E você chegou a pensar que esse, ah, finalmente, é diferente... Tolinha.
Para te fazer entender
por Tati Moraes
Na verdade, ainda é. E dizer não para você me dói e custa um preço tão caro, que tenho medo de me arrepender.
Te ver com aquele olhar pidão, te ouvir falar, do seu jeito bobo, que me quer, me fizeram lembrar dos nossos momentos bons e mesmo com você ali, à minha frente eu sentia saudades suas.
Saber que você nunca vai poder ser o homem que desejei e diante de você me sentir tão segura, como nunca fui antes, não me faz melhor. Me faz lamentar pelo que não fomos. E eu quis tanto.
Eu já não sei em que tempo usar o verbo gostar, porque pratico o superar e o resistir, com você aqui, assim tão fácil me querendo... Por uma festa. E eu que te quis por esta vida e não tive.
Que desejei seus breves momentos de lucidez e todos os seus defeitos. Detalhes de você que dormiram e acordaram comigo por todo este tempo. A sua voz rouca, que eu adoro. O jeito de você me beijar. Seu modo de se mexer enquanto conversa. O jeito como você olha no olho quando fala e principalmente quando escuta, pena não registrar quase nada. Você ansioso, suas angustias, seus medos e seus sorrisos, conheço todos. Sua respiração enquanto dorme... Mimado, lindo e maluco de perda.
Pena que não foi você. Mesmo eu insistindo, tentando muitas vezes, abrindo mão, me fazendo de resolvida, a que aceitava tudo, ou melhor, a que aceitou o quase nada que você me deu tendo passado anos.
Você não foi o meu namoradinho, você passa muito longe de ser perfeito e não quis perceber esse amor todo. Você não consegue gostar nem de você, como eu pude querer que gostasse de mim?
Mesmo assim, me envaideço com cada elogio, cada pequena demonstração de afeto e de desejo. Foi quando tive você de algum jeito. No tempo do seu abraço, nas tantas vezes que não quis sair dele. No toque do meu telefone, que desenhava seu nome no display. Nos segundos que observo você caminhando até mim. Nas vezes em que você chegava, porque as em que você ia, me causavam dor. Nunca gostei de me despedir de você, eu nunca sabia quando voltaria a vê-lo.
Vai ver, aprendi, e por esse motivo saí sem dizer tchau dessa vez. Vez sem nada, sem jeito, sem beijo, sem mim completamente refém de você. Com amor, ainda, mas sem esperança.
Tudo me fez crescer. Quando doeu e quando fui feliz, até que consegui entender que não há futuro para nós. É por isso que parece despedida, como você pode perceber. Talvez seja. Eu não vou poder ficar por muito tempo mais. Um dia você vai me perdoar por isso, se você puder aprender o que é amar...
Eu é que não sei se vou conseguir te esquecer completamente. Pode ser que aconteça quando eu me apaixonar mais uma vez.
É isso que eu quero para mim agora. Ficar pode ser um engano, forçar algo que não existe mais. E eu mereço que o amor exista para mim.
Eu não sei como começar o que parece ser o fim. Porque eu não planejei esse momento, eu não quis que fosse assim, sempre achei que poderia dar um jeito, driblar o destino e não deixar o final chegar.
Mas, todo dia chega e o que tem que acontecer nele, acontece. É a vida que decide. Mesmo que eu não quisesse, mesmo que você jamais aceite. Para você o que muda, mesmo sem saber, é que vai perder um dos seus vícios, eu. Enquanto aqui, no meu peito, vai ficar um grande vazio, espaço de amor. Era muito amor.
Na verdade, ainda é. E dizer não para você me dói e custa um preço tão caro, que tenho medo de me arrepender.
Te ver com aquele olhar pidão, te ouvir falar, do seu jeito bobo, que me quer, me fizeram lembrar dos nossos momentos bons e mesmo com você ali, à minha frente eu sentia saudades suas.
Saber que você nunca vai poder ser o homem que desejei e diante de você me sentir tão segura, como nunca fui antes, não me faz melhor. Me faz lamentar pelo que não fomos. E eu quis tanto.
Eu já não sei em que tempo usar o verbo gostar, porque pratico o superar e o resistir, com você aqui, assim tão fácil me querendo... Por uma festa. E eu que te quis por esta vida e não tive.
Que desejei seus breves momentos de lucidez e todos os seus defeitos. Detalhes de você que dormiram e acordaram comigo por todo este tempo. A sua voz rouca, que eu adoro. O jeito de você me beijar. Seu modo de se mexer enquanto conversa. O jeito como você olha no olho quando fala e principalmente quando escuta, pena não registrar quase nada. Você ansioso, suas angustias, seus medos e seus sorrisos, conheço todos. Sua respiração enquanto dorme... Mimado, lindo e maluco de perda.
Pena que não foi você. Mesmo eu insistindo, tentando muitas vezes, abrindo mão, me fazendo de resolvida, a que aceitava tudo, ou melhor, a que aceitou o quase nada que você me deu tendo passado anos.
Você não foi o meu namoradinho, você passa muito longe de ser perfeito e não quis perceber esse amor todo. Você não consegue gostar nem de você, como eu pude querer que gostasse de mim?
Mesmo assim, me envaideço com cada elogio, cada pequena demonstração de afeto e de desejo. Foi quando tive você de algum jeito. No tempo do seu abraço, nas tantas vezes que não quis sair dele. No toque do meu telefone, que desenhava seu nome no display. Nos segundos que observo você caminhando até mim. Nas vezes em que você chegava, porque as em que você ia, me causavam dor. Nunca gostei de me despedir de você, eu nunca sabia quando voltaria a vê-lo.
Vai ver, aprendi, e por esse motivo saí sem dizer tchau dessa vez. Vez sem nada, sem jeito, sem beijo, sem mim completamente refém de você. Com amor, ainda, mas sem esperança.
Tudo me fez crescer. Quando doeu e quando fui feliz, até que consegui entender que não há futuro para nós. É por isso que parece despedida, como você pode perceber. Talvez seja. Eu não vou poder ficar por muito tempo mais. Um dia você vai me perdoar por isso, se você puder aprender o que é amar...
Eu é que não sei se vou conseguir te esquecer completamente. Pode ser que aconteça quando eu me apaixonar mais uma vez.
É isso que eu quero para mim agora. Ficar pode ser um engano, forçar algo que não existe mais. E eu mereço que o amor exista para mim.
Para você, deixo as lembranças que tem da gente e todas mais que puder guardar por nós dois, vai que esqueço alguma em que você estava muito bobo. A certeza de que sempre estive ao seu lado e que eu te amei mais do que eu podia, bem mais do que você mereceu.
Mas olhar para você hoje, mesmo hoje, faz com que eu não me arrependa de nada. Durou o tempo que tinha que durar.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Dia de Sol
Por Renata Cordeiro
Abriu a cortina e sentiu tristeza. O dia estava lindo. Não combinava. Queria ver as nuvens carregadas no céu, queria ouvir a chuva forte, batendo no chão, varrendo tudo e molhando o vidro. Queria que o mundo também participasse do seu luto. Sentia o sofrimento de toda uma vida. Doía na alma, doía no corpo. Sabia que nada mais seria como antes. Era hora de dizer adeus.
Abriu a cortina e sentiu tristeza. O dia estava lindo. Não combinava. Queria ver as nuvens carregadas no céu, queria ouvir a chuva forte, batendo no chão, varrendo tudo e molhando o vidro. Queria que o mundo também participasse do seu luto. Sentia o sofrimento de toda uma vida. Doía na alma, doía no corpo. Sabia que nada mais seria como antes. Era hora de dizer adeus.
Mas como se despedir de tudo?O que fazer com os planos de viver juntos, de comprar um carro, de mobiliar o apartamento, de casar naquela igrejinha branca no fim da rua? Como não ter os filhos que já tinham nome? Como não brigar e fazer as pazes?Como não surpreender, não decepcionar, não trazer alegria?
O dia não combinava. Teimava em dizer que a felicidade não havia morrido. Que crianças que já tinham nome não paravam de nascer. Que casais juntavam os trapos e escolhiam a almofada pro sofá da sala. Que a igrejinha branca, no final da rua, brilhava reluzente ao calor do sol. O dia que não combinava dizia, que apesar da dor, as possibilidades continuavam seu trabalho de abrir caminho para muitos outros destinos.O dia que não combinava estava ali para relembrar que o amor é dependente. Não nasceu para caminhar sozinho. Precisa de quatro pés, dois corações. Menos que isso não vinga, não desabrocha. Morre.
Tirou o véu que cobria o rosto e enxugou os restos mortais das lágrimas que ainda rolavam sobre a pele. O luto precisava terminar. Ninguem disse que seria fácil. Mas o dia estava lindo e era chegada a hora de dizer adeus para a saudade dolorida de tudo aquilo que não viveu.
terça-feira, 29 de março de 2011
E então, você foi
por Tati Moraes
Eu vi, você está bem. Eu rezei tanto.
Quando te olhei, ainda de longe, eu tremia. E chegando perto de você então, parecia uma garota. Eu devia estar com um sorriso lindo, não estava? Deferente, eu? Você falou que estou diferente três vezes seguidas! E você, bom te ver assim... Não se preocupe à toa daqui a pouco tudo volta ao normal, você volta ao normal. Se bem que o seu normal nunca foi o recomendável. Como se para mim fizesse mesmo diferença.
Deve ser esse bendito olhar que você faz para mim. Não faz desse jeito na frente de todo mundo que eu sei o que você quer, mas não posso. Essa cara de quem precisa de carinho, esse jeito rebelde de não ser sozinho... E a gente quase não teve tempo para nós dois ontem. Tanta gente em volta, por pouco não mandei todos para o espaço. Eu só queria ficar com você. Eu posso passar anos longe, mas sei exatamente o porque ficar perto quando me vejo no seu olhar. Não tem como explicar. Ver você me trouxe uma paz. É alguma coisa que eu nunca tinha sentido antes com você.
A vontade era por você no colo como fiz com os "miúdos" que estavam na festa, beijar, embalar até dormir, mas não dava para ser ali. Fala de novo para eu te certeza de que eu não enlouqueci de vez. Repete. “Eu vou querer te ver”, fala! Eu e meu jeitinho de não posso te dar tão mole, foi por isso que eu me virei e fui indo embora. A vontade era me jogar em você. Não queria sair daquele abraço nunca mais, não queria deixa você ali sem mim. Que vontade de parar o tempo. Contando parece que foram horas e se ficamos cinco minutos sem ninguém nos velando foi muito. Mas eu, relembrei cada palavra, cara sorriso, cada gesto seu a noite inteira que eu não dormi já de saudade.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Homenagem de aniversário a um "dorminhoco" em recuperação
Por Tati Moraes
Eu tento manter tudo aqui igual, como antes
Enquanto você dorme
Eu desejo que você acorde
Faço questão de comer carne seca,
Ouvir Los Hermanos
E saber quanto foi o jogo do Botafogo...Enquanto você dorme
Rezo, como sempre quis,
Desejando que você fique bem, e logo
Enquanto você dorme
Converso com seu irmão todos os diasPara ele não se sentir tão só
Sabendo que este lugar é seu
Enquanto você dorme
Vejo que sou capaz do que for para não te deixar
Dormir mais...
Enquanto dorme apenas
Te sinto, tem horas...
Embora estar aqui, nesse momento,
Não fizesse parte dos meus planos,
Como não te olhar, agora,
Enquanto você dorme...
Ainda que eu e você
Não seja para sempre
Nsse momento, qualquer coisa para te fazer existir...
Se o meu amor servir
Mesmo que me custe dias
Ou muito mais...
Eu quero que você acorde
E não quero te perder para você mesmo, fica
Vem ver como está tudo
Enquanto você dorme,
Hora de acordar
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Motivo é o que não falta
Eu estava mesmo querendo um incentivo para escrever, já fazia tempo que não exercitava esse meu lado literário. Então, ao assunto recorrente deste blog, lá vamos nós...
Li uma matéria recente sobre esse nosso assunto sempre pendente, relacionamentos. Pesquisas mostram que aumentou o número de bibliografias sobre este tema, e também mudou a forma como as pessoas encaram este tipo de leitura. Ah, as estáticas, como sempre! Aos fim da reportagem a conclusão é de que o gênero comportamento/auto-ajuda/humor agora tem outra “pegada”, ao que me pareceu, a mesma do "Conversa". Adianta chorar? Temos é que rir!
Então vamos à moral da estória (por sempre tem a moral da estória, não é meninas?). As mulheres mudaram sim e, não sei bem se por consequencia, os homens também mudaram. Alguém pode provar isso cientificamente, eu não posso. A máxima é que não muda, aquela de que todo mundo quer uma boa companhia. Compartilhar conquistas e angústias. No "fim" das contas, entenda como querer casar e ter filhos! E isso vai mudar algum dia, gente? Eu acho que não, espero que não.
O que parece diferente é a ótica sobre estas questões homem/mulher. As meninas não crescem mais procurando pelo tal de príncipe, um par perfeito ou o homem ideal, já foi tempo! Ou sou só eu que não tenho mais paciência para as bobeiras típicas dos meninos, e quero é ser feliz em companhia de um cara legal, que se faça valer à pena?
Me senti parte daquela pesquisa da revista. A “guerra dos sexos” mudou e o gênero literário que repercuti ela não podia continuar do mesmo jeito. Eu entro nessa parte, como se tivesse sido pesquisada. Li os “faça isso, não faça assim” publicados no final dos anos 90 início dos anos 2000. Continuo lendo coisas do tipo, só que agora me sinto, além disso, uma singela colaboradora - eu e minhas amigas protagonizando essas “doideiras” descritas aqui!- Querendo compartilhar experiências, sem ditar regrinhas de como fazer um relacionamento dar certo.
Não existem regras, todo mundo já pegou essa parte da "matéria"? Que bom! No máximo o que dá para fazer é ir percebendo para qual direção uma relação está apontando. Se para o norte, onde fica “pode beijar a noiva” ou para o sul, região do “fundo do buraco”, onde já estivemos pelo menos uma vez antes.
Amadurecer. Admitir. Perceber que o que mudou foi por dentro de nós, mesmo trazendo uma tristezinha, vez ou outra. E que as mulheres masi velhas são mesmo mais chatas! São mais exigentes e menos disponíveis, sacou? Estabelecemos outras prioridades, foi isso. Mas amor, continua sendo amor, pode ficar tranquilo. Não muda "o nome" só porque doeu, isso a gente também já sabe.
Voltando à matéria, uma antropóloga comenta para a revista dados sobre o aumento do número de casamento. Faz um comparativo com o crescente mercado literário que consumimos, e conclui: Não é que as mulheres não querem mais reeditar a história do casamento e filhos para criar, elas apenas estão levando mais tempo para realizar este “sonho” – A realização dos outros está demandando muito da nossa energia, admito. – e termina dizendo que com isso os homens estão desfrutando de companhias mais interessantes. Um gênio essa moça! A idéia é essa.
Para quem gosta, tem uma vasta lista de títulos novos sobre nosso assuntinho predileto. E como um bom título sempre me seduz, lá vão:
“A culpa é delas” (os três autores são homens),
“Ou casa ou vaza” (da mesma autora de “As 10 mulheres que você vai ser antes dos 35”, eu já li e gostei),
“Mulher perdigueira” e “Canalha!” (ambos de Fabrício Carpinejar, ganhador de um prêmio nacional de literatura em 2009. Já vi entrevista dele, o cara é muito bem humorado),
“Homem é tudo palhaço” (as autoras são três jornalistas que relatam desventuras próprias. Que idéia “estranha”! Elas devem ser uns ETs! - risos)
Ah, claro, sempre ela, Martha Medeiros. Vale a leitura da crônica “Doidas e Santas”.
terça-feira, 30 de março de 2010
Madurando
Por Tatiana Moraes
Assim mesmo, igual fruta! Por que depois de tanto quebrar a cabeça, me disseram que é natural. Vai entender!
Foi de repente que eu percebi, mas não foi assim que eu decidi: mudei. É que quando fui procurar por mim... Cadê eu?Rodava de um lado, catava do outro e nada de me encontrar. Me achei, e eu já era bem outra.
Quase ninguém "serve" mais para esta que ficou em meu lugar. Sem paciência virou sobrenome da pessoa aqui. Não tenho certeza se estou ficando velha ou chata.
Foi quando dei conta de que aquela que eu andava atrás, já não existia mais e não era de hoje. Como quando deixei de ser adolescente, eu não quis voltar atrás.
Posso sentir que esta solidão dói mais do que aos 16 anos. Quando pensei que o mundo é que estava errado e um dia todos cairiam aos meus pés. Desta vez eu sei que não caem... E não quero que ninguém caia, talvez também não queira que ninguém fique.
Desabafo. Reclamando sem dó, recebi de volta: você está amadurecendo. (E tem cura? Pensei.)
É sério isso, gente? Achei que este "treco" nem acontecesse com pessoas da minha geração. Justo comigo, não acredito.
Mas, se maturidade é isso, obrigada, Senhor! Recaptulando... Agora eu não preciso ser o que eu não quero. Não faço, seja lá o que for, porque não estou afim e não explico o motivo se eu não quiser me explicar, ora!
Virei especialistas em economia: Telefone? Nada. Vamos se encontra, conversa. Vamos, pode ser hoje. Seja hoje qualquer "feira" além, do sábado e do domingo. Sabemos que é melhor voltar cedo, se não amanhã...
Só que amadurecer não nos faz parar de chorar, isso não. Entendi que não importa o que eu fiz. Tá feito.
Aprendi que só me explico se for vantagem para mim. E que não importa mesmo o que os outro pensam se estiver firme.
Vejo que não adianta discutir... Justo com quem.
E que os amores aparecem quando eles bem querem. E para isso não é preciso "dar pinta por ai", faça-me o favor. Finalmente aquela do "antes só do que mal acompanhada" faz todo sentido.
Pena que não tenha me ensinado da não brigar.
Um pouco de maturidade mostra que o futuro é logo ali. E que as realizações precisam começar já. E que não adianta desejar que "um dia" não chegue ou fugir de uma data qualquer... Todo dia chega! E tudo que deve acontecer nele, simplesmente acontece.
Foi de repente que eu percebi, mas não foi assim que eu decidi: mudei. É que quando fui procurar por mim... Cadê eu?Rodava de um lado, catava do outro e nada de me encontrar. Me achei, e eu já era bem outra.
Quase ninguém "serve" mais para esta que ficou em meu lugar. Sem paciência virou sobrenome da pessoa aqui. Não tenho certeza se estou ficando velha ou chata.
Foi quando dei conta de que aquela que eu andava atrás, já não existia mais e não era de hoje. Como quando deixei de ser adolescente, eu não quis voltar atrás.
Posso sentir que esta solidão dói mais do que aos 16 anos. Quando pensei que o mundo é que estava errado e um dia todos cairiam aos meus pés. Desta vez eu sei que não caem... E não quero que ninguém caia, talvez também não queira que ninguém fique.
Desabafo. Reclamando sem dó, recebi de volta: você está amadurecendo. (E tem cura? Pensei.)
É sério isso, gente? Achei que este "treco" nem acontecesse com pessoas da minha geração. Justo comigo, não acredito.
Mas, se maturidade é isso, obrigada, Senhor! Recaptulando... Agora eu não preciso ser o que eu não quero. Não faço, seja lá o que for, porque não estou afim e não explico o motivo se eu não quiser me explicar, ora!
Virei especialistas em economia: Telefone? Nada. Vamos se encontra, conversa. Vamos, pode ser hoje. Seja hoje qualquer "feira" além, do sábado e do domingo. Sabemos que é melhor voltar cedo, se não amanhã...
Só que amadurecer não nos faz parar de chorar, isso não. Entendi que não importa o que eu fiz. Tá feito.
Aprendi que só me explico se for vantagem para mim. E que não importa mesmo o que os outro pensam se estiver firme.
Vejo que não adianta discutir... Justo com quem.
E que os amores aparecem quando eles bem querem. E para isso não é preciso "dar pinta por ai", faça-me o favor. Finalmente aquela do "antes só do que mal acompanhada" faz todo sentido.
Pena que não tenha me ensinado da não brigar.
Um pouco de maturidade mostra que o futuro é logo ali. E que as realizações precisam começar já. E que não adianta desejar que "um dia" não chegue ou fugir de uma data qualquer... Todo dia chega! E tudo que deve acontecer nele, simplesmente acontece.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Quando é saudade
Saudade dói
E é quando a dor aparece
que a gente lembra que existe
E que não esqueceu dele
Quando é saudade
A gente sente, nega, mas em vão
Sendo mesmo saudade, que jeito?
Se entregue às lembranças
Junte-se à aquela amiga
De confiar no escuro e comece...
Quando é saudade e a gente sabe quando é
Nós duas danamos a falar
Contando estórias antigas
Com aquela emoção de "dia seguinte"
E ouvimos, de propósito músicas
cheias dos nossos contos de saudade
Brindamos a cada copo
a estas e as próximas
Felizes sim e cheias de esperança
segunda-feira, 27 de abril de 2009
É, mais uma vez...
por Tati Moraes
Bate uma saudade que
Chega dar angústia
Eu rezo em pensamento
Para ver se adianta
É saudade, saudade...
Não passa, aperta o peito
Que dá vontade de chorar
É saber que ele vai ligar
Que este momento vai chegar
Que dá esperança e
Me consome
É acreditar que
Pode ser para sempre
Que eu não sou mais a mesma
E é uma tentativa nova
Mesmo que pareça que é igual (não é)
Hoje estou aberta
Livre e sincera o suficiente
Apaixonada, ainda sim lúcida
O que mudou foi para melhor
É só o tempo que não passa
É o sono que não chega
É o coração aflito que
Acaba comigo
Sou só eu seguindo
Sem sentido
Porque se é para
Esperar este dia chegar
Eu já estou
É, eu fui minuciosa
Planejei parte de tudo aqui
A outra, a vida tratou
E fez com você
É uma nova chance
E se eu não acreditasse
Se quer teria chegado até aqui
Verdade é
Que já começou
Bate uma saudade que
Chega dar angústia
Eu rezo em pensamento
Para ver se adianta
É saudade, saudade...
Não passa, aperta o peito
Que dá vontade de chorar
É saber que ele vai ligar
Que este momento vai chegar
Que dá esperança e
Me consome
É acreditar que
Pode ser para sempre
Que eu não sou mais a mesma
E é uma tentativa nova
Mesmo que pareça que é igual (não é)
Hoje estou aberta
Livre e sincera o suficiente
Apaixonada, ainda sim lúcida
O que mudou foi para melhor
É só o tempo que não passa
É o sono que não chega
É o coração aflito que
Acaba comigo
Sou só eu seguindo
Sem sentido
Porque se é para
Esperar este dia chegar
Eu já estou
É, eu fui minuciosa
Planejei parte de tudo aqui
A outra, a vida tratou
E fez com você
É uma nova chance
E se eu não acreditasse
Se quer teria chegado até aqui
Verdade é
Que já começou
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Cineminha - "Ele não está tão afim de você"
“Ele não está tão afim de você” – Novidade! A gente nunca quer admitir, mas sabe. Cada “não” nos faz crescer.
Chega dá uma raivinha até o meio da trama, uma canseira de ver. Caraca! Todas as mulheres se ferram neste filme? Mas depois, o Ben Afllick pede a Jennifer Aniston em casamento. Ele cede. E o conselheiro da história admite apaixonar-se. Está ali a máxima: quando eles querem, eles vão atrás. Pensei, a minha estória poder ser exceção à regra! É brincadeira.
Quando as luzes da sala de projeção se ascenderam a primeira coisa que eu queria era uma mesa de bar e umas “orelhas amigas”
E a conclusão que nós chegamos é que o motivo nunca é só um. Não é só sexo. Não não são só os amigos. Não é só a ex dele. Não são só as suas decepções, tem as dele também.Depois de vermos realizados na telona tantos relacionamentos que não eram nenhum dos nossos, entendemos o espírito da coisa, mesmo que esta coisa seja só a nossa opinião sobre o filme. Achamos que cada vez mais a chance de ser uma boa namorada ou um bom namorado, marido ou mulher feliz na integra é ser natural. Sabe, simples assim: falar o que sente, ser verdadeiro consigo mesmo, se respeitar em primeiro lugar. Só quando gostamos de nós mesmos, os outros podem gostar. É verdade que não assisti a nada que eu já não tivesse ouvido ou vivido, e a sessão cinema provavelmente não vai me fazer ler o livro, mesmo sendo um Best Seller,mas que dá uma esperancinha, ah, isso dá! FIM
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Asas
Eu queria ganhar asas...Para que, sempre que a saudade batesse, eu pudesse voar ao encontro dos lugares e das pessoas de que sinto falta.
Asas me dariam a liberdade de fugir para o alto de uma montanha na hora em que realmente precisasse ficar só. Asas me deixariam mais próxima das estrelas quando sentise a necessidade absurda de suspirar por um grande amor...
Sem as asas, tudo é mais difícil. Muito mais difícil. Encarar os problemas de frente, sem ter pra onde fugir.
Ter que me relacionar com as pessoas todos os dias quando o que eu mais queria era que o mundo inteiro me esquecesse por pelo menos alguns instantes...
Asas...Enquanto elas não aparecem, eu apenas finjo que sou feliz.
sábado, 28 de março de 2009
Falando de alma, a minha, e o que tem dentro
“Um dia minha alma se abriu por inteiro”, este é o nome de um livro certo? Não posso ser repetitiva assim. Mas, bem que poderia ser o título deste texto.
É mesmo um jogo. Aqui mesmo no blog já tivemos esta conversa. Mas, do que adianta continuar jogando enquanto se ostenta uma vitória cheia de solidão?
Comemorar o quê? Estar por cima (de quem)? Eu faço o que com esse amor todo que eu sinto? Se escolhe manter segredo sobre um sentimento, mulheres orgulhosas que somos, inadmissível amar quem não sabe entender.
É mesmo um jogo. Aqui mesmo no blog já tivemos esta conversa. Mas, do que adianta continuar jogando enquanto se ostenta uma vitória cheia de solidão?
Comemorar o quê? Estar por cima (de quem)? Eu faço o que com esse amor todo que eu sinto? Se escolhe manter segredo sobre um sentimento, mulheres orgulhosas que somos, inadmissível amar quem não sabe entender.
Assim, o tempo passa, até que se esconder não faz mais o menos sentido. Certo ou errado, o momento é de ser fielcom o próprio coração, leal a você mesma. E lembrar que sua alma está farta de mentiras. Fugir do que? Morro de orgulho orgulho do que sinto. Hoje enxergo melhor do que antes quem ele é e o que se fez de nós.
Neste momento escolho ficar perto, oferecer carinho e falar de toda minha verdade. É um jeito de ter o coração em paz, mais uma vez, fiz o que pude, minha parte nesta história.
Eu ainda não tive a chance de olhar nos olhos dele, vidrados como sempre são, e falar sobre tudo isso, mas este dia chega. Eu não vou mais fingir.
É melhor mesmo que seja lá o que for da gente eu não precise imaginar o que seria “se” eu falasse, agora já falei...
Neste momento escolho ficar perto, oferecer carinho e falar de toda minha verdade. É um jeito de ter o coração em paz, mais uma vez, fiz o que pude, minha parte nesta história.
Eu ainda não tive a chance de olhar nos olhos dele, vidrados como sempre são, e falar sobre tudo isso, mas este dia chega. Eu não vou mais fingir.
É melhor mesmo que seja lá o que for da gente eu não precise imaginar o que seria “se” eu falasse, agora já falei...
terça-feira, 10 de março de 2009
Cansaço aos 30...
Por Renata C.
Sabe o que é mais triste? Fazer 30 anos e perceber que o grande caso de amor, que o homem mais importante da minha vida foi um merda. Mas que, mesmo sendo um merda, ele não me quis. Se não me conhecesse e lesse tudo isso, acharia :“essa mulher deve ser uma baranga”, mas não sou. Juro que não!
Então por que? Por que tudo isso? Carma? Sacanagem dos astros? Sei lá. Só sei que dói. Dói muito constatar aos 30, que os anos passaram, que a tal juventude está pra me deixar . E nada. Nada foi vivido de maneira intensa. Sem juras de amor, sem dizer eu te amo, sem ao menos ser correspondida num sentimento de paixão para “iniciantes”.
Estou farta de sempre estar em segundo plano. Estou farta de ver gente mal caráter ser valorizada e endeusada nas relações. Já que não consigo ser filha da puta (sim, já tentei isso), só me resta o lesbianismo ou o Celibato. E como infelizmente essa história de atração por mulheres não é a minha praia, o negócio é ficar só. Mas sabe o que mata tudo isso, toda essa constatação lógica? A esperança. Essa porcaria de sentimento que aterroriza e adoece o mundo de quem simplesmente queria deixar de sofrer.
Eu odeio a esperança. Queria que ela morresse. Mas acho que vou antes dela. Afinal...
Sabe o que é mais triste? Fazer 30 anos e perceber que o grande caso de amor, que o homem mais importante da minha vida foi um merda. Mas que, mesmo sendo um merda, ele não me quis. Se não me conhecesse e lesse tudo isso, acharia :“essa mulher deve ser uma baranga”, mas não sou. Juro que não!
Então por que? Por que tudo isso? Carma? Sacanagem dos astros? Sei lá. Só sei que dói. Dói muito constatar aos 30, que os anos passaram, que a tal juventude está pra me deixar . E nada. Nada foi vivido de maneira intensa. Sem juras de amor, sem dizer eu te amo, sem ao menos ser correspondida num sentimento de paixão para “iniciantes”.
Estou farta de sempre estar em segundo plano. Estou farta de ver gente mal caráter ser valorizada e endeusada nas relações. Já que não consigo ser filha da puta (sim, já tentei isso), só me resta o lesbianismo ou o Celibato. E como infelizmente essa história de atração por mulheres não é a minha praia, o negócio é ficar só. Mas sabe o que mata tudo isso, toda essa constatação lógica? A esperança. Essa porcaria de sentimento que aterroriza e adoece o mundo de quem simplesmente queria deixar de sofrer.
Eu odeio a esperança. Queria que ela morresse. Mas acho que vou antes dela. Afinal...
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Coração bom é coração cheio
Deu para perceber que os textos por aqui andaram meio parados, não deu?
Falta de inspiração. Falta de amor, talvez. Amor sempre inspira a gente.
Que pena, os corações por estas bandas parecem estar desacelerados. Quem sabe, não é melhor assim, por aqui rolou mágoa demais.
Uma mulher que não faz um homem mudar o curso, “perder” o rumo, se achar nela, definitivamente precisa reconhecer que não deu. E as razões podem ser muitas, mas e daí? Para quê saber disso agora? Quem ainda se importa?
Ele a pediu em casamento. Esbarrei com os dois comprando roupas de cama. Uh, eu sei, melhor lugar da casa para ficar com ele mesmo. Tola.
Só um homem é capaz de "correr atrás", investir e estar com outra achando tudo isso normal. E a idiota somos nós! Só eles chagam deprê do circuito Barra-Ondina, porque será? Homes põem tudo a perder por tão pouco...
Aos que nos fizeram apaixonar à toa, obrigada, para mim valeu a experiência. Bobo é você podia ter conhecido uma pessoa amável, carinhosa e didicada.
Fato é que sorriso aberto me cativa, e olhinho de quem ainda vai precisar do meu colo também. Este não foi o primeiro, nem deve ser o último idiota a cruzar com a minha existência nesse planeta.
Agora... Que tal uma novíssima paixão? Boa idéia! E ele vai ser lindo, carinhoso, fofo... Tem o coração vazio não é saudável.
Falta de inspiração. Falta de amor, talvez. Amor sempre inspira a gente.
Que pena, os corações por estas bandas parecem estar desacelerados. Quem sabe, não é melhor assim, por aqui rolou mágoa demais.
Uma mulher que não faz um homem mudar o curso, “perder” o rumo, se achar nela, definitivamente precisa reconhecer que não deu. E as razões podem ser muitas, mas e daí? Para quê saber disso agora? Quem ainda se importa?
Ele a pediu em casamento. Esbarrei com os dois comprando roupas de cama. Uh, eu sei, melhor lugar da casa para ficar com ele mesmo. Tola.
Só um homem é capaz de "correr atrás", investir e estar com outra achando tudo isso normal. E a idiota somos nós! Só eles chagam deprê do circuito Barra-Ondina, porque será? Homes põem tudo a perder por tão pouco...
Aos que nos fizeram apaixonar à toa, obrigada, para mim valeu a experiência. Bobo é você podia ter conhecido uma pessoa amável, carinhosa e didicada.
Fato é que sorriso aberto me cativa, e olhinho de quem ainda vai precisar do meu colo também. Este não foi o primeiro, nem deve ser o último idiota a cruzar com a minha existência nesse planeta.
Agora... Que tal uma novíssima paixão? Boa idéia! E ele vai ser lindo, carinhoso, fofo... Tem o coração vazio não é saudável.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Ser só para mim
Tati Moraes e Bruna Garcia
hoje eu quero a alegria
de ser só pra mim
os momentos felizes de estarmos aqui
os desejos e os beijos
eu até estou sofrendo
mas isso não é o fim do mundo
não é o fim dos tempos
não é o fim de tudo
to sentindo uma falta danada
mas hoje me sinto melhor
que ontem
e esta dor vai passar
porque não é pra sempre
hoje consegui dormir
e nem chorar
desliguei meu celular
não quero saber de nada
se eu me lamentar
vai ser só pra mim
melhor não me torturar mais
pensando onde e com quem
você deve estar
isso, bem, também pode passar
(ah de passar...)
hoje eu quero a alegria
de ser só pra mim
os momentos felizes de estarmos aqui
os desejos e os beijos
eu até estou sofrendo
mas isso não é o fim do mundo
não é o fim dos tempos
não é o fim de tudo
to sentindo uma falta danada
mas hoje me sinto melhor
que ontem
e esta dor vai passar
porque não é pra sempre
hoje consegui dormir
e nem chorar
desliguei meu celular
não quero saber de nada
se eu me lamentar
vai ser só pra mim
melhor não me torturar mais
pensando onde e com quem
você deve estar
isso, bem, também pode passar
(ah de passar...)
Acredito
por Tati Moraes
gostando de você
eu tenho com o que sonhar
tenho em quem pensar
no meu namoradinho perfeito
mesmo que eu não saiba se posso querer
me dá vontate de saber
se ainda pensa em mim
de te ligar, ver
o que faz o som da sua voz
eu falo seu nome sempre
contando estórias
porque no meu mundo você é meu
é a minha verdade, é em que acredito
mesmo que você não esteja
mesmo que eu não te veja
em conversas com amigos
em momentos que eu já tinha imaginado
cenas que eu já tinha ensaiado
o que eu vejo em fotos
é o eu deveria esquecer
só que no meu quarto desejo te ver
enquanto eu sonho posso te ter
no meu dia a dia
ah, é sempre você
deve ser por isso que eu não desisto
tem algo em que acredito
meio saudade meio insistência
te desejo sem culpa
tendo a resposta exata
para se vale à pena... (eu sei que vale)
gostando de você
eu tenho com o que sonhar
tenho em quem pensar
no meu namoradinho perfeito
mesmo que eu não saiba se posso querer
me dá vontate de saber
se ainda pensa em mim
de te ligar, ver
o que faz o som da sua voz
eu falo seu nome sempre
contando estórias
porque no meu mundo você é meu
é a minha verdade, é em que acredito
mesmo que você não esteja
mesmo que eu não te veja
em conversas com amigos
em momentos que eu já tinha imaginado
cenas que eu já tinha ensaiado
o que eu vejo em fotos
é o eu deveria esquecer
só que no meu quarto desejo te ver
enquanto eu sonho posso te ter
no meu dia a dia
ah, é sempre você
deve ser por isso que eu não desisto
tem algo em que acredito
meio saudade meio insistência
te desejo sem culpa
tendo a resposta exata
para se vale à pena... (eu sei que vale)
Alvo da minha paixão
por Tati Moraes
não me apaixono novamente
talvez não por medo, mas por preguiça
ter que começar tudo de novo, do início...
a melhor parte
leva tempo, muito, às vezes leva pouco
desvendar segredo que de repente você descobre
pegar o jeito, admirar
o beijo, o carinho, o olhar, o jeito de falar
e o de andar? vontade de rir
mas agora é puro charme
o que gosta, como faz
o tempo podia ter feito mais por mim
mas não me faz esquecer
e se eu me apaixonar de novo
as manias são outras, vai ser outro o nome
valeria a pena, eu acho
seria motivo para achar graça em tudo
e eu poderia parecer forte outra vez
e pensando que eu poderia me apaixonar outra vez...
lembro das últimas descobertas que fiz,
dos erros dele que me fizeram aprender
dos defeitos que dei meu jeito para entender...
de um sorriso que eu to custando a esquecer
querendo me sentir leve e apaixonada novamente
dou conta de que tenho uma paixão
que não diminui com o tempo
revirando minhas lembranças, eu tenho a certeza
da paixão pelos dias que já passaram
pelo carinho dedicado
certeza de ser apaixonada por uma estória, por essa estória
que ainda sou apaixonada pelo que vivi
e pelo que me faltou
acho que ainda sou apaixonada pelos meus sonhos,
pelos nossos momentos
apaixonada, mesmo um ano depois...
paixão, assim, sem saber como fazer
e porque ainda não desisti
eu só queria me sentir apaixonada novamente
sentir tudo junto
frio e calor
ligar e poder
querer e querer...
me apaixonar mesmo que seja ele mesmo
alvo da minha paixão
não me apaixono novamente
talvez não por medo, mas por preguiça
ter que começar tudo de novo, do início...
a melhor parte
leva tempo, muito, às vezes leva pouco
desvendar segredo que de repente você descobre
pegar o jeito, admirar
o beijo, o carinho, o olhar, o jeito de falar
e o de andar? vontade de rir
mas agora é puro charme
o que gosta, como faz
o tempo podia ter feito mais por mim
mas não me faz esquecer
e se eu me apaixonar de novo
as manias são outras, vai ser outro o nome
valeria a pena, eu acho
seria motivo para achar graça em tudo
e eu poderia parecer forte outra vez
e pensando que eu poderia me apaixonar outra vez...
lembro das últimas descobertas que fiz,
dos erros dele que me fizeram aprender
dos defeitos que dei meu jeito para entender...
de um sorriso que eu to custando a esquecer
querendo me sentir leve e apaixonada novamente
dou conta de que tenho uma paixão
que não diminui com o tempo
revirando minhas lembranças, eu tenho a certeza
da paixão pelos dias que já passaram
pelo carinho dedicado
certeza de ser apaixonada por uma estória, por essa estória
que ainda sou apaixonada pelo que vivi
e pelo que me faltou
acho que ainda sou apaixonada pelos meus sonhos,
pelos nossos momentos
apaixonada, mesmo um ano depois...
paixão, assim, sem saber como fazer
e porque ainda não desisti
eu só queria me sentir apaixonada novamente
sentir tudo junto
frio e calor
ligar e poder
querer e querer...
me apaixonar mesmo que seja ele mesmo
alvo da minha paixão
Sei lá como se faz
Eu sei lá como se faz isso. Está certo como namorar eu sei, eu não sei o que é ser namorada. A gente só sabe o que a gente passa.
Como explicar uma situação, sem nunca ter experimentado este título? Tenho uma amiga que sabe do que estou falando. Quando a gente conversa, vemos que ela se sente exatamente como eu.
Dia desses, a gente estava tomando uns gorós e ela me abraçou dizendo que sou a única pessoa que a entende. Eu entendo mesmo.
A minha amiga diz que é a dor vazia de nunca ter dito “eu te amo” na vida. Eu completo dizendo que não é porque não sentimos, mas porque o sujeito nunca mereceu ouvir, e as situações com todos com quem já esbarramos nunca foram confiáveis para tanto.
Nós duas sempre nos perguntamos quando isso vai passar. Porque para todo mundo passa um dia. Cedo ou tarde todo mundo é um casal, a gente vê acontecer com as nossas amigas, por que com a gente é diferente? Já se vão quase trinta anos para cada uma.
É cruel querer companhia e suas amigas, mais do que justo, estarem curtindo o sábado de sol ou o domingo de chuva com seus namorados. Um feriado chegando e os casais decidem juntos aonde vão. Eu estou perdendo a graça assim, chega.
Esta história do: você tem que se bastar é verdade. E eu estou na maior fase de me curtir. Talvez eu nem me sinta assim faz certo tempo. Tenho lido, escritto, cuidado do meu corpo, da minha mente e da minha profissão, tudo que me faz bem. Amado minhas amigas, umas até mais de uns tempos para cá. Mas sinto falta de alguma coisa. É doido isso, por que é a falta de algo que você nunca teve, só ouviu dizer.
Não dá para fingir que não, as mulheres vão completando muitos aniversários, vão pensando mais seriamente sobre casar e ter filhos. Quando se é mais novinha, até antes de adolescentes, época em que nós não gostávamos dos meninos ainda parecia tão distante este momento. Hoje alguns deles já deixam escapar que gostaria ou não acharia má idéia nos ver grávida. Você já ouviu uma dessas? Eu já, e algumas amigas também. E não é papinho de “Lobo Mau” não, porque digamos que já nem precisava disso. A realidade da idade também chega para eles, meninas.
Como explicar uma situação, sem nunca ter experimentado este título? Tenho uma amiga que sabe do que estou falando. Quando a gente conversa, vemos que ela se sente exatamente como eu.
Dia desses, a gente estava tomando uns gorós e ela me abraçou dizendo que sou a única pessoa que a entende. Eu entendo mesmo.
A minha amiga diz que é a dor vazia de nunca ter dito “eu te amo” na vida. Eu completo dizendo que não é porque não sentimos, mas porque o sujeito nunca mereceu ouvir, e as situações com todos com quem já esbarramos nunca foram confiáveis para tanto.
Nós duas sempre nos perguntamos quando isso vai passar. Porque para todo mundo passa um dia. Cedo ou tarde todo mundo é um casal, a gente vê acontecer com as nossas amigas, por que com a gente é diferente? Já se vão quase trinta anos para cada uma.
É cruel querer companhia e suas amigas, mais do que justo, estarem curtindo o sábado de sol ou o domingo de chuva com seus namorados. Um feriado chegando e os casais decidem juntos aonde vão. Eu estou perdendo a graça assim, chega.
Esta história do: você tem que se bastar é verdade. E eu estou na maior fase de me curtir. Talvez eu nem me sinta assim faz certo tempo. Tenho lido, escritto, cuidado do meu corpo, da minha mente e da minha profissão, tudo que me faz bem. Amado minhas amigas, umas até mais de uns tempos para cá. Mas sinto falta de alguma coisa. É doido isso, por que é a falta de algo que você nunca teve, só ouviu dizer.
Não dá para fingir que não, as mulheres vão completando muitos aniversários, vão pensando mais seriamente sobre casar e ter filhos. Quando se é mais novinha, até antes de adolescentes, época em que nós não gostávamos dos meninos ainda parecia tão distante este momento. Hoje alguns deles já deixam escapar que gostaria ou não acharia má idéia nos ver grávida. Você já ouviu uma dessas? Eu já, e algumas amigas também. E não é papinho de “Lobo Mau” não, porque digamos que já nem precisava disso. A realidade da idade também chega para eles, meninas.
Aproveitando o assunto: Bem vindos os bebês de 2009! – Um amigo querido e lindo que só ele vai ganhar um herdeiro de sua beleza (sorte da minha futurísssima filha).
Quando eu tinha uns 18 aninhos ficava sem jeito de contar que nunca tinha atendido verdadeiramente como a namorada do fulano. Passado os anos, ainda mais “rodada” do que antes (risos) a bobeira passou. Antes eu chamava de ex para não parecer um ET um cara de quem eu realmente gostei bastante, mas de relacionamento foram, mal e porcas idas e vindas de inúmeras ficadas durante dois anos com alguém que estudos comigo no segundo grau.É verdade, aprendi um monte. Este cara foi o responsável pela minha cruel, mas necessária descoberta de que Príncipe Encantado não existe.
Quando eu tinha uns 18 aninhos ficava sem jeito de contar que nunca tinha atendido verdadeiramente como a namorada do fulano. Passado os anos, ainda mais “rodada” do que antes (risos) a bobeira passou. Antes eu chamava de ex para não parecer um ET um cara de quem eu realmente gostei bastante, mas de relacionamento foram, mal e porcas idas e vindas de inúmeras ficadas durante dois anos com alguém que estudos comigo no segundo grau.É verdade, aprendi um monte. Este cara foi o responsável pela minha cruel, mas necessária descoberta de que Príncipe Encantado não existe.
Foi nessa que eu comecei a aprender que é preciso “abrir mão” muitas vezes para ser casal, para fazer dar certo...
E eu não sei se eu e esta amiga de quem falei até hoje soubemos ser assim de alma, realmente abertas e confiantes. Eu acho que não. Ela acha que nós duas procuramos exatamente pessoas fadadas a “não ficarem”, daqueles que passam pela sua vida por que temos medo de relacionamento. Ela “acusa” a ela mesma e a mim de escolher ficar gostando do fulano eternamente por ser mais seguro ficar por ali mesmo, por onde e com quem já conhecemos, seja do jeito que for.
Talvez esta amiga esteja certa, com medinho. Quando é assim, qualquer “coisa” serve...
Não faz muito tempo eu passei uma dessas que você jura que é a última vez, mas o mesmo bobão te dá uma sacaneada pela terceira vez. Como eu falei outro dia ai o amor da minha vida resolveu me procurar. Ele já vinha investindo em me reencontrar fazia alguns meses, mas a apaixonada medrosa fugindo para não sofrer. Um dia eu ia ceder, você já sabia disso. Nós saímos e ele como nunca havia feito antes revelou sentimentos e pensamentos sobre mim, que eu desconhecia.Eu me surpreendi, mas também não me revelei por isso. E ele até hoje não sabe, como a certeza de me ouvir declarar um amor grande, confuso e verdadeiro.
Agora vê, dá para confiar em alguém que sofre porque passou o carnaval na Bahia?
Tem dó! Posso imaginar o grau de sofrimento, o que aquelas seminuas alucinadas devem ter feito com aquele feioso, tadinho! - Me segura!
É sim, eu esperava por este momento há tempo, só que não sei o que é ter ele. Eu precisava de um tempo, e de apoio dele. Não tive. Ele desistiu de nós em pouco tempo mais uma vez.
Hoje, com cada sentimento em seu lugar, vendo e vivendo, sinto que quero tudo de um relacionamento, ser feliz, ser eu estando em 2.
E eu não sei se eu e esta amiga de quem falei até hoje soubemos ser assim de alma, realmente abertas e confiantes. Eu acho que não. Ela acha que nós duas procuramos exatamente pessoas fadadas a “não ficarem”, daqueles que passam pela sua vida por que temos medo de relacionamento. Ela “acusa” a ela mesma e a mim de escolher ficar gostando do fulano eternamente por ser mais seguro ficar por ali mesmo, por onde e com quem já conhecemos, seja do jeito que for.
Talvez esta amiga esteja certa, com medinho. Quando é assim, qualquer “coisa” serve...
Não faz muito tempo eu passei uma dessas que você jura que é a última vez, mas o mesmo bobão te dá uma sacaneada pela terceira vez. Como eu falei outro dia ai o amor da minha vida resolveu me procurar. Ele já vinha investindo em me reencontrar fazia alguns meses, mas a apaixonada medrosa fugindo para não sofrer. Um dia eu ia ceder, você já sabia disso. Nós saímos e ele como nunca havia feito antes revelou sentimentos e pensamentos sobre mim, que eu desconhecia.Eu me surpreendi, mas também não me revelei por isso. E ele até hoje não sabe, como a certeza de me ouvir declarar um amor grande, confuso e verdadeiro.
Agora vê, dá para confiar em alguém que sofre porque passou o carnaval na Bahia?
Tem dó! Posso imaginar o grau de sofrimento, o que aquelas seminuas alucinadas devem ter feito com aquele feioso, tadinho! - Me segura!
É sim, eu esperava por este momento há tempo, só que não sei o que é ter ele. Eu precisava de um tempo, e de apoio dele. Não tive. Ele desistiu de nós em pouco tempo mais uma vez.
Hoje, com cada sentimento em seu lugar, vendo e vivendo, sinto que quero tudo de um relacionamento, ser feliz, ser eu estando em 2.
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